Baratas me mordam!
Ela levou 1:20 no trajeto trabalho-casa depois de ser direcionada pelo Waze a caminhos nunca antes navegados. Sim, em SP o Waze costuma pregar algumas peças.
Chega em casa se arrastando, são 20h. Beija as crianças e segue para o quarto. Apoia a bolsa no pufe ao lado da porta do banheiro e seus olhos cansados indicam um movimento suspeito no rodapé. Ela foca, seus óculos estavam dentro da bolsa, e então... grita: “barata!” Sai do quarto, bate a porta e corre para a sala.
A primeira criança se esconde atrás da mesa de jantar, a segunda criança começa a chorar e a terceira criança encoraja o pai a tomar uma atitude. Empoderado, ele se dirige ao quarto, fecha a porta e inicia uma batalha.
- Mamãe, como é uma barata?, pergunta a menina chorosa
- Filha, você nunca viu uma barata?, ela responde com os olhos arregalados.
- Não, mamãe. Eu conheço o mosquito, o mosquito gordinho do banheiro, a formiga e a abelha, mas não conheço a barata., diz ela ainda soluçando.
- Filha como você é sortuda!, ela responde abraçando a pequena.
Esta foi a primeira vez em que fomos visitados pelo inseto desagradável nos oito anos em que vivemos no 15o andar de um apartamento na Vila Olímpia. Nossos filhos, na época com cinco e sete anos, nunca tinham tido o desprazer de encarar o inseto que a mãe mais detesta e que já fez com que ela pagasse os maiores micos de sua vida.
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