Por que escrevi um livro infanto-juvenil
Minha filha, na época com 6 anos, acompanhava a aula da PA (Performing arts) pelo computador ao mesmo tempo em que nós, eu e o meu marido, trabalhávamos na sala de casa. Estávamos no primeiro semestre de 2020. A professora conversava com as crianças sobre a história The Hatmaker and the monkeys quando de repente escutei:
- Professora, professora... Eu quero falar., disse a pequena.
- O que foi Carol?, respondeu a professora.
- É que eu não gosto desta história., disse ela
- É, Carol. E de que histórias você gosta?, perguntou carinhosamente a professora.
- As histórias que eu gosto são as histórias da minha mãe., disse ela de forma enfática.
- E quais histórias ela conta para você?
- As histórias que ela inventa. Tem as do QUIM e também a do jacaré que só conseguia mergulhar de barriga.
Fui invadida por uma enorme alegria. A pequena não percebeu a princípio que eu estava ouvindo, mas ao reparar a minha cara de boba, ficou envergonhada e me mandou um joinha.
Minhas filhas leem e assistem as mais diversas histórias em suas aulas diárias, em português e em inglês... E as que a Carol mais gostava eram as minhas. Foi um momento de muita emoção.
E assim, as histórias que eu inventava foram ganhando sequência, foram ganhando corpo e viraram um livro. Hoje este livro está pronto e sendo avaliado por especialistas. Se eu puder vou investir em uma produção pequena para entender se outras crianças, além das minhas, vão se conectar com o nosso personagem. Porque sonhar não faz mal a ninguém!
Comentários
Postar um comentário